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    Home»ÚLTIMAS NOTÍCIAS»Preço do etanol cai 18% na usina e postos não repassam ao consumidor
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    Preço do etanol cai 18% na usina e postos não repassam ao consumidor

    Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles.

    Em plena crise do setor sucroalcooleiro, os postos e distribuidores de combustíveis em Alagoas voltam a contrariar a lógica de mercado. Enquanto as usinas reduziram o preço do etanol hidratado em mais de 16% ao longo de 2025, o consumidor alagoano viu o combustível ficar mais caro nas bombas.

    De acordo com dados do Cepea/Esalq (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP), o litro do etanol hidratado vendido pelas usinas alagoanas custava R$ 3,06 em fevereiro e recuou de forma contínua até R$ 2,56 em outubro — uma queda superior a R$ 0,50 por litro no preço de origem, o que corresponde a redução de mais de 18%.

    | Mês de Referência | Preço nas Usinas (R$/litro) | Variação Mensal |

    | —————– | ————————— | ————— |

    | Fevereiro/2025 | 3,0612 | — |

    | Março/2025 | 2,9941 | -2,2% |

    | Abril/2025 | 2,9989 | +0,1% |

    | Setembro/2025 | 2,7838 | -7,2% |

    | Outubro/2025 | 2,5685 | -7,7% |

    Fonte: Cepea/Esalq – Indicador Mensal do Etanol Hidratado Combustível (Alagoas)

    No entanto, dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram um movimento inverso nas bombas. Em vez de cair, o preço médio do etanol ao consumidor subiu no estado. Na semana de 23 de fevereiro a 1º de março, o litro custava R$ 4,95. Já na última semana de outubro, o valor médio chegou a R$ 5,03.

    | Período da Pesquisa ANP | Preço Médio (R$/litro) | Variação |

    | ———————– | ———————- | ——— |

    | Fevereiro/2025 | 4,95 | — |

    | Outubro/2025 | 5,03 | +1,6% |

    Fonte: ANP – Levantamento Semanal de Preços de Combustíveis (Alagoas)

    Margem


    Os números revelam uma distorção na cadeia de comercialização. Hoje, o etanol sai das usinas a R$ 2,56, e com a incidência dos impostos estaduais e federais — cerca de R$ 1,00 por litro — o preço final para o distribuidor fica em torno de R$ 3,50 a R$ 3,70. No entanto, o combustível chega aos consumidores de Maceió e do interior por valores acima de R$ 5,00, o que indica uma margem de lucro superior a 40% entre o preço de origem e o valor final.

    Essa diferença não apenas prejudica o consumidor, que paga mais caro, como também afeta o setor produtivo. Usinas, agroindústrias e fornecedores de cana enfrentam custos crescentes e dificuldades de competitividade, sem que o benefício do preço mais baixo chegue ao mercado.

    A situação torna-se ainda mais contraditória quando se observa que Alagoas é um dos maiores produtores de etanol do Nordeste, com produção estimada em mais de 400 milhões de litros por safra. Além disso, a proximidade das usinas deveria, naturalmente, resultar em preços mais acessíveis ao consumidor final.

    O que se observa, porém, é o contrário: o combustível que nasce nas usinas alagoanas chega às bombas mais caro do que em estados vizinhos que sequer produzem etanol em escala.

    | Estado (Nordeste) | Preço Médio (R$/litro) – out/2025 |

    | —————– | ——————————— |

    | Paraíba | 4,67 |

    | Pernambuco | 4,74 |

    | Bahia | 4,79 |

    | Sergipe | 4,85 |

    | Alagoas | 5,03 |

    Fonte: ANP (Levantamento de outubro/2025)

    A manutenção artificial de preços altos em um período de queda de custos compromete a competitividade do etanol frente à gasolina, que também teve redução de preço pela Petrobras. Além de reduzir o consumo do combustível limpo, essa prática penaliza o setor canavieiro, que é base da economia de diversas cidades alagoanas.

    Sem repasse, o cenário se agrava: o consumidor paga mais, o produtor recebe menos e os revendedores ampliam lucros.

    Apesar da evidência dos dados, nenhum órgão fiscalizador, como o Procon ou a ANP, anunciou ações específicas para investigar a ausência de repasse ao consumidor final em Alagoas.

    A diferença entre os preços de usina e de bomba reforça a percepção de falta de fiscalização efetiva no setor de combustíveis em Alagoas.

    Enquanto as usinas tentam sobreviver em meio à crise do açúcar e do álcool, os distribuidores e postos mantêm margens elevadas e pouco explicáveis — numa equação que continua pesando, injustamente, sobre o bolso do consumidor e o futuro da economia sucroalcooleira do estado.

    Fonte: Blog de Edivaldo Júnior

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