O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, no domingo (12), que a investigação sobre supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares reforça os alertas que, segundo ele, vinha fazendo em relação à proximidade política entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado federal Arthur Lira (PP-AL). A manifestação foi divulgada nas redes sociais.
A declaração ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinar a suspensão de emendas parlamentares sob investigação e o bloqueio de bens dos envolvidos, limitado ao valor de R$ 119,2 milhões. A apuração é conduzida pela Polícia Federal e investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Na publicação, Renan voltou a citar Arthur Lira ao comentar o caso. “Não foi falta de aviso. Valdemar Costa Neto sabia da proximidade tóxica com Arthur Lira. Não é o primeiro, nem o será último que entra pelo cano com os malfeitos no orçamento. A assessora, conhecida por Tuca, é nitroglicerina. Muita gente está sem dormir”, escreveu o senador.
Segundo as investigações, servidores da Câmara dos Deputados teriam atuado para direcionar pelo menos 21 emendas parlamentares em benefício de Valdemar Costa Neto. A decisão do ministro também alcançou o ex-deputado federal Ricardo Cunha (Republicanos-MG), que teve bens bloqueados em valor superior a R$ 6 milhões. O processo segue em tramitação no STF, e os investigados poderão apresentar defesa ao longo da instrução processual.
