As filhas de Ana Paula de Oliveira da Silva, de 43 anos, afirmaram que o ataque que deixou a mãe com cerca de 90% do corpo queimado foi planejado pelo companheiro. Em entrevista à TV Gazeta, elas relataram que o homem teria saído de casa decidido a cometer o crime, comprado gasolina e, em uma área de mato no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, arrastado a vítima pelos cabelos antes de atear fogo. Ana Paula segue internada em estado gravíssimo.

Segundo Amanda Barbosa, mesmo gravemente ferida, a mãe conseguiu reagir e buscar ajuda. “Ela só tentava se proteger do fogo. Saiu se rastejando até a pista, onde os carros pararam para ajudá-la. Foi a população que prestou os primeiros socorros”, contou. A outra filha, Tayanara de Oliveira, disse que chegou a passar pelo local onde a vítima era socorrida, mas só descobriu depois que se tratava da própria mãe, quando foi informada de que a polícia procurava os familiares.

As duas também revelaram que Ana Paula vivia um relacionamento marcado por episódios de violência. De acordo com Amanda, dias antes do ataque o suspeito já havia localizado a companheira na Barra de São Miguel e a agredido novamente, chegando a mordê-la. Apesar do histórico de agressões, a vítima nunca registrou boletim de ocorrência, segundo as filhas, por medo do agressor.

Emocionadas, elas fizeram um apelo para que outras mulheres denunciem casos de violência doméstica e cobram justiça. “Não permitam que homem nenhum toque em vocês, seja fisicamente ou de qualquer outra forma. Denunciem. Isso precisa acabar”, afirmou uma das filhas. Amanda também pediu punição ao responsável pelo crime: “Eu só peço justiça pela minha mãe. Quantas mulheres ainda vão precisar morrer para que alguma coisa seja feita?”.

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