Distantes na política e sem serem rivais, o senador Rodrigo Cunha (PSDB) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), sinalizam aproximação que pode ter consequências eleitorais. Cunha quer se viabilizar politicamente para disputar o Governo; Lira ainda não tem candidato, apesar da deputada Jó Pereira (MDB) querer ser a escolhida do grupo político e o presidente da Assembleia, Marcelo Victor (SDD), estar nas apostas legislativas para ocupar, no próximo ano, mandato de governador se Renan Filho (MDB) renunciar para disputar o Senado.
Lira e Cunha estão do mesmo lado quando se fala em oposição ao governador. Mas têm opiniões diferentes sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente da Câmara deve sua eleição à interferência do mandachuva do Palácio do Planalto; Cunha se beneficiou com a onda bolsonarista que varreu o país em 2018, apesar de explicitamente não criticar nem elogiar Bolsonaro. Nas últimas semanas, porém, mostra não concordar com atitudes dele.
O senador deve disputar com o secretário de Segurança Pública, Alfredo Gaspar de Mendonça, a principal cadeira no Palácio República dos Palmares. O tucano depende do prefeito JHC (PSB), que deve negar – essa é a expectativa – a intenção de concorrer ao governo.
Cunha, por sua vez, busca agradar Lira. A regional alagoana da Codevasf, comandada por indicados do presidente da Câmara, recebeu R$ 115 milhões em emendas do senador, em conjunto com o deputado federal Pedro Vilela (PSDB).
Fonte – Extra

