Fonte: Berg Morais – Política
O clima entre os vereadores Rui Palmeira e Kelmann Vieira azedou de vez e ganhou contornos públicos nas redes sociais, nesta segunda-feira (09). Incomodado com as críticas feitas por Kelmann, Rui reagiu elevando o tom e chegou a denunciar supostas irregularidades no gabinete do colega, em uma clara tentativa de intimidação política.
A reação foi acompanhada de uma fala
considerada desnecessária nos bastidores, ao se
referir a Kelmann como “da região norte”
expressão que soou mais como provocação do
que argumento.
Kelmann não deixou barato. Também pelas redes
sociais, afirmou que Rui estaria brincando com
fogo e disse ter uma “bomba que vai parar o
Brasil”, sinalizando que pode levar adiante
denúncias mais graves. Sem citar nomes
diretamente, Kelmann mirou o discurso moralista
de adversário e disparou contra vereador que
“quer pagar de paladino da moralidade”, mas que,
segundo ele, usa empresas terceirizadas ligadas a
secretarias estaduais para empregar cabos
eleitorais e amigos de infância.
Na acusação, Kelmann afirma que essas pessoas
estariam recebendo altos salários sem exercer
qualquer função efetiva, prática que, se
comprovada, configuraria uso político da máquina
pública. As declarações jogam ainda mais pressão
sobre Rui Palmeira, que passou da condição de
crítico para a de alvo direto de questionamentos
sobre coerência e conduta.
Essa guerra de narrativas promete ir além das
divergências pessoais. Resta saber quem blefa e
quem, de fato, vai transformar ameaça em
denúncia formal, com provas e consequências.
Enquanto isso, o desgaste público já está posto.
